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domingo, maio 03, 2015

Poupança confiscada?


POUPANÇA


Ela deixou de ser até mesmo uma opção para proteger seu patrimônio




Primeiro investimento da maioria absoluta dos brasileiros, a poupança é de longe a aplicação mais popular do país. Na última (e distante) atualização do Banco Central, nada menos que 125 milhões de brasileiros aplicavam na modalidade em meados de 2013 - cerca de 60%, portanto, da população.

Facilidade de aplicação, liquidez diária e isenção de Imposto de Renda são algumas das características que fazem da poupança o investimento preferido no país. O pulo do gato, no entanto, é que já há algum tempo quem opta por investir na caderneta acaba perdendo dinheiro.

Com o juro básico brasileiro (Selic) em 12,75% ao ano, tanto faz se sua caderneta de poupança é nova ou anterior à mudança no cálculo de remuneração feita pelo BC em 2012 (mais informações sobre as regras aqui).

A conta é simples: as duas têm um rendimento de 0,5% ao mês, mais a módica variação da Taxa Referencial (calculada e divulgada diariamente pelo BC), o que deixa o retorno acumulado em um ano em pouco mais de 6%.

Isto pode parecer bom para os mais leigos, que não levam em conta o aumento da inflação. Em fevereiro, por exemplo, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,22%, deixando a inflação oficial do Brasil acumulada nos últimos doze meses em 7,70%.

Ou seja, o aumento dos preços no país comeu todo o rendimento da caderneta de poupança, gerando inclusive um pequeno "prejuízo" dado que ela não remunera nem a ponto de preservar o poder de compra do investidor.

Ironicamente, um dos objetivos da poupança é justamente atuar como um mecanismo de proteção contra a inflação. No entanto, diante desta inflação gigantesca, ela deixou de ser até mesmo uma opção para proteger seu patrimônio. Em outras palavras, embora fácil e prática, hoje quem coloca o dinheiro na poupança não só não ganha, como também perde, o que nos leva ao próximo tópico…

Confisco?

Nossos analistas sempre recebem dúvidas das mais variadas, seja via e-mail ou através das redes sociais. Desde o começo do ano, porém, nada chega sequer perto em frequência do que o seguinte questionamento:

“Há mesmo risco de o governo confiscar a poupança? O que devo fazer?”

Bom, não é segredo que somos críticos do Governo, então estamos em plenas condições de dizer de forma imparcial que esta proposta é completamente sem sentido, pois acabaria com uma economia que já não cresce e destruiria o que resta de popularidade da presidente.

O próprio Ministério da Fazenda - em que pese a credibilidade um tanto abalada - já tratou de negar veementemente todos os boatos sobre a possibilidade de bloqueio dos recursos.

Mas rumores à parte, tendo em vista o que já foi dito até aqui nossa grande dúvida é: o que você, leitor, ainda faz com dinheiro na poupança?

Meu caro amigo, na prática a poupança brasileira já está sendo confiscada pelo Governo Dilma, e isto começou no exato momento em que se optou por tolerar uma inflação gigantesca, que corrói o poder de compra não só dos que poupam, mas sim de todos assalariados. E como resultante desta alta inflação vemos sucessivos aumentos da taxa de juros Selic.

A inflação funciona - por meio do que os economistas chamam de "senhoriagem" e "imposto inflacionário" - como uma transferência brutal de recursos da sociedade para o Estado.

Transferência essa que afeta sobretudo o andar de baixo - no qual moramos eu, você e todos aqueles pagam do próprio bolso as passagens para viagens de suas respectivas esposas.

Você pode argumentar que, mesmo perdendo dinheiro, a poupança é sim uma alternativa interessante para o dinheiro do dia a dia, na medida em que está sempre pronto para um eventual dispêndio.

Aqui na Empiricus, porém, preferimos recomendar alternativas muito melhores, em nossa opinião.

Foque nas alternativas

Há investimentos de risco tão baixo quanto a poupança com remuneração muito superior. E o que é melhor: também com liquidez diária.

Nesse nosso universo do maior juro real do mundo, a briga do investidor tem que ser voltada para a conquista de algo próximo da rentabilidade do CDI (leia-se Selic).

Referência de aplicação conservadora, são títulos de emissão das instituições financeiras, que lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características são idênticas às de um CDB, mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário.

Portanto, são, grosso modo, o juro que o banco consegue.

Mas como você pega o CDI?


Exemplos clássicos são fundos DI de seu próprio banco, que rendem cerca de 90% do CDI, hoje em torno de 12,75% ao ano. Ou seja, um rendimento de 11,47% ao ano. Descontando daí o Imposto de Renda máximo de 22,5%, falaríamos de um retorno anual de 8,89% muito superior aos 6% da poupança, praticamente sem risco.

Se o investidor tiver acesso a fundos de corretoras ou bancos de investimento, pode conseguir até 95% com alguma facilidade. Nesse caso, o retorno final seria de 9,38% ao ano, apenas reforçando o argumento.

A maior parte dos investidores até sabe disso, mas, por conservadorismo, acaba deixando ao menos uma pequena parcela de seu patrimônio na caderneta de poupança, como uma espécie de colchão de liquidez.

O recado principal aqui é que nem isso se faz necessário. Há fundos DI pagando 90%/ 95% do CDI com liquidez diária. Ou seja, você pode acessar seu dinheiro no mesmo dia em que precisar.

A alternativa aos fundos de DI (e à poupança, evidentemente) é a compra de títulos públicos negociados via Tesouro Direto, com baixo risco e um retorno também elevado. Isso pode ser feito através do site www.tesourodireto.gov.br.

Nossos títulos favoritos para o momento são LFTs e NTN-Bs.

Fonte: Empiricus


sexta-feira, junho 13, 2014

Como comprar e vender bitcoins no Brasil


Manual dos Bitcoins: Aprenda como investir ou utilizá-lo

Por Wikerson Landim - 19 fev 2014 - 19h 00


Nunca o termo “Bitcoin” esteve tão popular como na atualidade. A criptomoeda que surgiu em 2008 alcançou no final de 2013 os seus índices mais altos de valor, chegando a valer mais de R$ 2.000 para cada bitcoin investido.

Mas como isso funciona exatamente e, principalmente, de que maneira pessoas comuns, como eu e você, podem comprar, vender, investir e utilizar esse dinheiro virtual? É o que vamos explicar neste artigo. Se você ainda não sabe exatamente o que são as bitcoins, recomendamos a leitura do artigo Bitcoin: o dólar da internet.

Entretanto, antes de efetuar qualquer transação envolvendo o seu dinheiro, lembre-se que o bitcoin ainda não é uma moeda regulamentada. Por conta disso, caso aconteça alguns imprevisto e os seus bitcoins sejam roubados, você não terá a quem recorrer, uma vez que nem o Código de Defesa do Consumidor e nem Código Civil dão algum respaldo para essas transações.


O primeiro passo: entendendo os riscos


Vamos reforçar novamente: esse é um artigo explicativo demonstrando como comprar e vender bitcoins no Brasil e não se trata de um guia de investimentos. Para a elaboração deste artigo, usamos quantias mínimas para as transações financeiras e não recomendamos que você invista o dinheiro das suas contas ou dos seus bens antes de consultar um especialista em negócios. Tenha certeza do que está fazendo e não aja por impulso.


Entendi. Estou pronto para começar


Assim como a Bolsa de Valores, todas as transações feitas envolvendo bitcoins são centralizadas em empresas financeiras autorizadas a operar com a moeda. Existem diversas companhias operando com bitcoins no país, mas a mais conhecida entre elas é a Mercado Bitcoin  – companhia que utilizaremos como exemplo neste artigo.

No início do mês, a empresa esteve na Campus Party Brasil 2014 mostrando o primeiro caixa eletrônico de bitcoins da América Latina.


Efetuando o cadastro


O primeiro passo que você deve fazer é acessar o site do Mercado Bitcoin e efetuar um cadastro. No canto superior direito, selecione a opção “Novo usuário” e preencha os seguintes dados: usuário, e-mail e senha. Concorde com os termos de serviço e aguarde um link de confirmação que será enviado para o endereço que você informou.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Já tenho o cadastro. É hora de conhecer as ferramentas


Para negociar bitcoins é preciso que você tenha crédito na conta do Mercado Bitcoin. Você pode adicionar esses créditos de duas formas: por meio de transferência online e a partir de um depósito bancário nominal. No momento, o sistema é compatível apenas com os bancos Itaú, Santander e Caixa Econômica Federal.

No primeiro caso, além de cadastrar a sua conta corrente no serviço, é preciso se tornar um usuário VIP. Para isso que isso ocorra, é necessário enviar uma cópia de seu RG e CPF para o site (ou a cópia da sua CNH), em um processo que é informado durante o procedimento de compra. Após a verificação dos dados, você está apto a comprar e vender bitcoins.


Comprando créditos para negociação


Agora que a sua documentação está em dia, é hora de inserir os créditos em sua conta. Clicando na aba “depósito”, você tem acesso a um formulário em que deve preencher os dados para a transferência de valores. Em nosso exemplo, faremos uma experiência com R$ 100.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Selecione o “banco onde fará o depósito”, o “tipo de depósito” e preencha o campo com o valor em reais. Sobre cada transação incide uma comissão de 1,99% mais o valor fixo de R$ 2,90. Nesse caso, sobre os R$ 100, serão descontados R$ 1,99 mais R$ 2,90, totalizando R$ 4,89. Portanto, será creditado em sua conta no Mercado Bitcoin o valor de R$ 95,11.

No caso de transações feitas online, o crédito é liberado em poucas horas. Já no caso de depósitos, após ir ao banco e depositar o valor na conta-corrente indicada pelo site, é preciso enviar o comprovante (foto ou versão digital) para o Mercado Bitcoin. A liberação do crédito pode levar até 24 horas úteis após a compensação bancária.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Comprando bitcoins


No momento do fechamento deste artigo, uma unidade de bitcoin estava sendo vendida a R$ 1.568. O que talvez você não saiba é que é possível comprar frações dessas moedas virtuais. Em nosso exemplo, temos em caixa R$ 95,11. Com esse valor é possível comprar 0,06023229 bitcoins.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Tudo o que você precisa fazer é clicar na aba “Compra rápida BTC”, inserir o valor em reais que deseja adquirir e clicar em “Comprar”. Seu pedido será listado no campo “Ordens” e deverá ser ativado em questão de minutos. Agora seus reais se transformaram em bitcoins.


Vendendo bitcoins


Assim como na Bolsa de Valores, sua missão agora é acompanhar o preço de referência das bitcoins e litecoins e vendê-las no momento em que você possa ter algum lucro. Aqui, você precisa ficar ciente de uma coisa: quando você ordenar a venda de suas bitcoins, sobre o valor total incidirá uma comissão de 0,7%. Seus R$ 95,11, na verdade, valem R$ 94,44.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

No início nós investimos R$ 100 e no momento estamos com R$ 94,44. Para que a brincadeira valha a pena, o ideal é esperar um momento de alta da moeda para que você possa vender seus bitcoins e convertê-los em reais. Você pode acompanhar as cotações diárias pelo próprio site. Há variações no preço ao longo de todo o dia.

Quando você decidir que é hora de vender, basta clicar em “Ordens” e preencher o campo “Volume BTC”. Você não precisa vender tudo o que tem de uma vez, mas tenha em mente que sobre cada transação será descontado 0,7% a título de comissão.

Em nosso exemplo, descontando-se todas as comissões e visando um pequeno lucro, o ideal seria vender as bitcoins somente quando o valor unitário ultrapassasse os R$ 1.700. Porém, o melhor momento para a venda é uma decisão exclusivamente sua.

Evolução dos bitcoins ao longo dos anos. (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

Depois da venda, o valor em reais é creditado novamente em sua conta no Mercado Bitcoin e pode ser utilizado para uma nova compra de moedas virtuais ou sacado – nesse caso, transferido para a sua conta bancária.


Aprendizado financeiro


Por ser um sistema mais simples do que o da Bolsa de Valores, conhecer o funcionamento do mercado de bitcoins pode ser um bom aprendizado para quem deseja entrar em transações financeiras maiores no futuro. Porém, é preciso estar ciente de que operações como essas sempre envolvem riscos, por isso é necessário ter muita cautela.

Na dúvida, recomendamos que você procure especialistas em finanças antes de aplicar o seu dinheiro em moedas virtuais. O mais importante nesse caso é ter em mente que muito provavelmente você não vai ficar rico “do dia para a noite”. Entretanto, para os mais experientes, essa pode se tornar uma boa alternativa de investimento a médio e longo prazo.

Fontes: 
Mercado Bitcoin
Tecmundo


Bitcoin: o dólar da internet


Seu dinheiro virtual

Por Beatriz Smaal  - 22 jun 2011 - 10h 55


Antes gostaria de falar sobre um adolescente de 15 anos que criou uma empresa após ganhar US$ 100 mil com bitcoin.

Em 2012, o americano Erik Finman recebeu US$ 1.000 de sua avó. Diferente da maioria dos adolescentes de 14 anos, Finman investiu o dinheiro em bitcoin, moeda digital mal conhecida para a época. Um ano e meio depois, ele trocou seus bitcoins por dólares e recebeu US$ 100.000. O dinheiro foi usado para lançar sua startup Botangle.com, um serviço on-line de educação que une tutores e estudantes. Caso se interesse, leia mais em Yahoo Finanças.

A facilidade das compras online atrai cada vez mais clientes interessados em passar boa parte do tempo na frente do computador, recebendo os produtos na porta de casa. Não é à toa que sites como o PayPal conquistam cada vez mais usuários, que usufruem dos serviços para assegurar a facilidade do processo.

Porém, as compras digitais parecem estar prestes a receberem uma nova guinada, dessa vez em relação ao dinheiro gasto nas compras. Você já ouviu falar em “dinheiro digital”, não exatamente aquele que sai do cartão de crédito diretamente para a loja online, mas sim uma moeda web?


Bitcoin


Explicando em termos simples, a Bitcoin (BTC) é uma moeda digital criada por computadores e usada em transações na web. Porém, diferente do que acontece com o seu dinheiro, as moedas criadas não usam bancos, mas sim são passadas de mão em mão sem a ajuda de intermediários.

Logotipo do Bitcoin (Fonte da imagem: WikiCommons/Domínio Público)

Para isso, o sistema se utiliza de um programa de código aberto, que mostra todas as transações realizadas, porém, sem gerenciar o dinheiro (como acontece quando o Banco Central está envolvido). Da mesma forma, o sistema também não é capaz de controlar o câmbio, comprando-as quando estiverem desvalorizadas para conter qualquer tipo de crise.

Criando sua Bitcoin


Criada em 2009 por Satoshi Nakamoto – logo após a crise mundial que afetou boa parte das nações – a Bitcoin é criada usando o seu próprio computador, por meio de uma rede P2P (peer-to-peer). Basta instalar o programa das moedinhas no computador (seja ele Windows, Mac ou Linux) para iniciar o processo.

Uma vez funcionando, o sistema vai criar novas moedas usando o processamento do seu computador para isso. Pense que você está sendo “pago” pelo serviço realizado pelo computador, já que ele funciona para toda a comunidade adepta das Bitcoins.

Filme: English



Filme: Português (dublado)



Porém, a “mineração virtual” não será rentável para sempre, já que é preciso controlar as moedas de alguma forma. Por isso, quanto mais pessoas entrarem na criação das BTC, menos dinheiro o processo de criação de moedas vai render.

A rede conta com um banco de dados que se expande a intervalos de tempo determinados, usando cálculos matemáticos. O computador vai “resolver” os problemas numéricos, criando novas moedas e gerenciando as transações financeiras. Apesar de ser uma transação anônima, os usuários podem ver todo o “caminho” realizado por uma BTC, garantindo que ela não seja gasta duas vezes.


A carteira virtual


Quando você entra na comunidade monetária, seus ganhos serão armazenados em uma “carteira” virtual. Ela nada mais é do que um número arbitrário de chaves que vai “identificar” você quando realizar qualquer transação com bitcoins.

Imagem do programa Bitcoin (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

Apesar de não mostrar seus dados para outros usuários, você pode ter ainda mais privacidade criando diversas carteiras de identificação. Afinal, todas as trocas aparecem no Block Explorer, local que controla as transações.

As carteiras (também chamadas de chaves públicas) podem ser visualizadas por qualquer pessoa. Quando você quiser transferir uma quantia para outro usuário, basta ceder a propriedade das suas moedas, colocando-as na “carteira” daquela loja ou do local em que você quer adquirir produtos.

A seguir, a transação será comunicada por meio da rede P2P, que vai processar essa informação e validar tanto as assinaturas criptográficas quanto a quantia compartilhada entre os participantes. As transferências podem demorar um pouco para acontecer, já que os dados precisam passar pela corrente em blocos antes de se tornarem oficiais.

A rede Bitcoin (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

Isso previne que haja falsificação e gastos duplos por parte de cidadãos mal-intencionados, garantindo a segurança do sistema. Ao final do processo, o dinheiro sairá da sua chave pública e será passada para outra chave, garantindo a privacidade dos usuários.


Qual é o limite?


Porém se você pensa que só é preciso deixar o computador ligado para se tornar um “bit-milionário”, as coisas não funcionam bem assim. O sistema limita a criação de moedas a cada etapa em um máximo de 50, que são distribuídas de acordo com o processamento de cada participante.

Todavia, os criadores também estipularam um valor máximo de 21 milhões de bitcoins geradas no mundo, o que reduz as chances de um espiral inflacionário, como aconteceu na última crise mundial.

Progressão das bitcoins (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

O sistema reajusta o nível de dificuldade de criptografia de acordo com o processamento coletivo da rede, portanto, quanto mais perto chegar desse número, mais difícil será conseguir BTC na mineração virtual.

Em longo prazo, o que se espera é que a criação de bitcoins chegue à metade do total em 2013 e cerca de três quartos em 2017. A ideia é que, quando esse total for atingido, o incentivo para o uso das BTC esteja nas taxas de transação, em vez da mineração em si.


Onde gastar?


Apesar de se tratar de um sistema relativamente novo, as bitcoins são aceitas em diversos mercados. De acordo com o os desenvolvedores, você pode comprar jogos, softwares, servidores, livros, música, roupas, doações e muito mais.

(Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

A página Wiki do projeto traz uma lista com todos os estabelecimentos  comerciais que aceitam bitcoins como pagamento por bens de consumo e serviços da web. Como não poderia deixar de ser, as bitcoins também podem ser comercializadas entre pessoas, como forma de investimento.


Vantagens


Com a descentralização das transações de bancos e governos, a bitcoin promete algumas vantagens interessantes para quem procura fazer valer seu dinheiro. Antes de tudo, a transferência de dados diretamente entre usuários diminui os impostos a serem pagos, já que não há intermediários responsáveis pelas taxas no meio do “caminho”.

Por se tratar de uma moeda considerada “global”, a BTC aumenta as possibilidades de que qualquer lugar do mundo faça parte do mundo globalizado. Sem as fronteiras geográficas, aprovações de crédito ou congelamento de contas, as bitcoins ficam livres de restrições comumente associadas ao dinheiro, portanto, podem ser gastas em qualquer lugar.

Câmbio atual das bitcoins (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin Charts)

Desvantagens


Claro que toda ideia diferente da web possui seu lado positivo, porém é preciso ver também o lado negativo das bitcoins. Uma das desvantagens está ligada exatamente à segurança, algo tão importante para um bom funcionamento do processo.

Em caso de roubos, por exemplo, não existe uma forma de rastrear as moedas perdidas ou “estornar” qualquer transação realizada. Mesmo que o Block Explorer mostre, de fato, todas as transações ocorridas, a privacidade das carteiras criptografadas também é vantagem para quem quer roubar sem ser identificado.

Venda das bitcoins após conta roubada (Fonte da imagem: Mt. Gox)

No início do mês foram relatados roubos de bitcoins na rede, usando um vírus de computador. Um usuário, que se identifica pelo nome “allinvain”, teve sua carteira roubada, perdendo cerca de 25 mil moedas (o equivalente a 800 mil reais). No mesmo dia, outro usuário veterano também relatou roubos, porém na Mt. Gox (entidade que realiza câmbio de bitcoins por dólares).

No dia 20/06/2011, uma conta roubada realizou uma manobra que movimentou negativamente o mundo das BTC. O cidadão vendeu todas as moedas da carteira roubada para a Mt. Gox, para depois comprá-las novamente e, em sequência, retirar as moedas. Porém, isso impactou negativamente na economia das bitcoins, culminando em uma venda em massa da moeda.

Para se ter uma ideia de toda a confusão, o valor de compra das BTC na Mt. Gox caiu de US$ 17,50 para apenas um centavo de dólar. Apesar de a perda ser de apenas 1.000 BTC (limite máximo por dia), a casa de câmbio afirma que vai reverter todas as transações realizadas após a grande venda da carteira roubada, assegurando que o erro não tenha um impacto profundo na economia das bitcoins.





A flutuação constante do valor das bitcoins, aliada à falta de segurança na troca das moedas por “dinheiro real”, transforma a economia em algo que desperta a desconfiança de muitos. Para alguns, as bitcoins representam uma bolha prestes a explodir, devido a sua irregularidade, à falta de uma centralização de “poder” e ao anonimato dos usuários.

É exatamente esse anonimato que trouxe outra polêmica para as bitcoins, já que as moedas estavam sendo usadas para compras ilegais de drogas e outros produtos ilícitos. Pode não ser esse o objetivo das bitcoins, porém é mais um ponto negativo a se considerar.

O futuro das bitcoins

Por se tratar de uma economia nova e pouco explorada, ainda não se sabe qual será o futuro das bitcoins. Enquanto alguns a colocam como um navio prestes a afundar, outros acreditam que ela pode revolucionar a economia da mesma forma que o Torrent influenciou a indústria musical.

Entretanto, o que se pode afirmar é que a BTC ainda precisa se firmar como uma moeda “forte” e estável, que não sofre ataques de vírus ou especulações de qualquer ordem. Ou que, pelo menos, consegue “escapar” desse tipo de atividade ainda mais valorizada, despertando o interesse por partes dos usuários.

Fonte: Tecmundo

Leia o próximo artigo ...

Dicas para tornar-se um milionário


10 dicas para se tornar um milionário antes dos 30 anos

InfoMoney – ter, 10 de jun de 2014 09:15 BRT



SÃO PAULO - Tornar-se um milionário antes dos 30 anos é o sonho de muitos jovens empreendedores. Apesar de um grande desafio, a meta é totalmente possível na visão do americano Grant Cardone, que atualmente está com 56 anos, atua na área automotiva e é o proprietário da Cardone University. "Aos 21 anos eu saí da faculdade quebrado e com dívida. Aos 30 anos eu era um milionário", conta.

Para ajudar quem quer chegar ao primeiro milhão antes dos 30, ele deu dicas em um artigo publicado no site da revista Entrepreneur. Confira:

1 - Aumente sua renda
No ambiente econômico atual, não é possível viver do status de milionário. O primeiro passo é se concentrar em aumentar sua renda de forma progressiva para chegar ao objetivo. "Minha renda era de US$ 3.000 por mês e nove anos mais tarde ela saltou para US$ 20.000 por mês. Comece a ir onde está o dinheiro e ele vai forçá-lo a controlar as receitas e ver oportunidades", afirma.

2 - Não ostente
O importante é ser conhecido por sua ética de trabalho, não pelos bens materiais que você compra. Cardone conta que não adquiriu o primeiro relógio de luxo ou o carro de seus sonhos até os seus negócios e investimentos estarem com uma renda segura.

3. Economize para investir
A única razão para economizar dinheiro é para investir. Para isso, coloque o seu dinheiro em aplicações garantidas e nunca use suas economias para nada, nem mesmo em uma emergência. Isso vai forçá-lo a continuar aumentando a renda.

4. Evite dívida
Faça uma regra de nunca contrair dívida, a não ser que seja para gerar dinheiro. As pessoas ricas usam dívida para alavancar investimentos e aumentar o fluxo de caixa. As pessoas pobres usam dívida para comprar coisas que fazem as pessoas ricas ficarem mais ricas.

5. Dinheiro como prioridade
Somente aqueles que fazem do dinheiro uma prioridade conquistam milhões. O empreendedor compara o dinheiro a um relacionamento amoroso. Ignore-o e ele irá ignorá-lo. Ou pior, ele vai deixar você por alguém que faz com que seja uma prioridade.

6. Durma pouco
Dinheiro não sabe sobre relógios, agendas ou feriados e aprecia quem também age desta forma. Cardone afirma que quando tinha 26 anos, vendia carros e a loja em que trabalhava fechava às 19h, mas era possível encontrá-lo quase todo dia depois das 23h. Para ele, o importante não é ser mais esperto ou mais sortudo que todo mundo, o essencial é trabalhar mais que ele. (Aconselho que durma no mínimo 6 (seis) horas de sono por dia ou no máximo 8 (oito) horas. Acho que a SAÚDE vem em primeiro lugar, antes de qualquer riqueza. - Hedy Lennon).

7. Ser pobre não é bom
Elimine todos e quaisquer ideias que ser pobre é algo aceitável. Para comprovar a sua afirmação ele usa uma frase de Bill Gates: "Se você nasceu pobre o erro não foi seu, porém, se você morrer pobre o erro foi todo seu".

8. Procure um mentor milionário
Cardone afirma que estudou as atitudes de uma série de empreendedores milionários, que o ensinaram bastante sobre como prosperar. Para ele, a influência de um mentor milionário faz com que a pessoa amplie seus limites e estejam mais preparadas para ganhar mais dinheiro.

9. Invista para ter dinheiro extra
Ganhe dinheiro e deixe ele fazer o trabalho pesado. Você deve fazer mais dinheiro fora de seus investimentos e usar esse excedente para criar meios de ele gerar dinheiro por você.

10. Pense grande
Por fim, Cardone afirma não pensar alto é um erro financeiro. Para ele, não há falta de dinheiro no mundo, apenas uma escassez de pessoas que pensam grande o suficiente.

Fonte: Yahoo


domingo, junho 01, 2014

Gestores indicam 14 ações baratas com muito valor


Se você pretende investir a longo prazo, analise esta oportunidade

Por Eduardo Tavares | Arena do Pavini – seg, 26 de mai de 2014 15:30 BRT

Em tempos difíceis para quem pensa em investir no mercado de ações brasileiro, um time de oito gestores especialistas em “garimpar” o mercado à procura de boas oportunidades listou 14 papéis que, nos próximos anos, têm perspectivas de dar altos retornos aos investidores.

Os especialistas participaram da 7ª edição do Congresso Value Investing Brasil, realizada quinta-feira em São Paulo. As ações foram selecionadas com base na técnica de investimentos que dá nome ao congresso. O “value investing”, ou investimento em valor, consiste em estudar com profundidade os fundamentos das companhias nas quais se quer aplicar. O objetivo é procurar ações de empresas que estejam com um preço bem abaixo do que seria justo pagar pelo negócio. A técnica de investimento em valor foi desenvolvida pelo investidor americano Benjamin Graham no início do século XX e aprimorada por seu pupilo Warren Buffett, o “oráculo de Omaha”, um dos homens mais ricos do mundo.

Ao analisar com cuidado cada empresa, os analistas procuram as com potencial de valor que ainda não foi detectado pelo mercado. Frequentemente, essa técnica envolve não apenas encontrar valor “represado” nas empresas, mas também comprar ações dessas companhias até atingir uma participação relevante no capital, de modo a poder influenciar a gestão das companhias, ajudando-as a “destravar” esse valor potencial.

Geralmente os investidores procuram companhias menores, que atuam em mercados com fortes barreiras à entrada de concorrência. Por serem empresas menores e menos conhecidas, as ações têm menos liquidez. Além disso, outra característica dessa técnica de investimento são os longos períodos durante os quais os investidores mantêm os papéis em carteira, esperando que o valor que eles enxergaram no negócio se concretize.

Confira abaixo 14 ações indicadas por gestores das instituições GTI Administração de Recursos, Studio Investimentos, Oceana Investimentos, Gávea Investimentos, Opus Gestão de Recursos, STK Capital, Mauá Sekular e Impacto Investimentos. Embora a maior parte dos papéis não esteja "sob os holofotes" do mercado, os gestores incluíram também dois "medalhões" da bolsa, Vale e Itaú Unibanco, pelo grande potencial de valorização das ações dessas empresas.

Locamerica

As ações da empresa de aluguel de automóveis Locamerica estão na lista de preferências do gestor André Gordon, da GTI Administração de recursos. Segundo ele, a escolha corresponde à estratégia da gestora de procurar segmentos em que as empresas tenham maior estabilidade na geração de receita. De acordo com o gestor, as ações da Locamerica são negociadas em bolsa por um valor abaixo do correspondente ao valor líquido da frota da companhia.

O papel, que hoje está cotado na casa dos R$ 4,10, está abaixo do preço justo, estimado por ele como algo em torno de R$ 9,00. O desconto entre o valor real e o potencial, segundo Gordon, reflete um 2013 ruim para a companhia, com a perda de clientes importantes. “Vemos esse preço de R$ 9,00 assumindo premissas conservadoras”, afirmou. “Hoje, o aluguel no Brasil é de aproximadamente de 5,4% da frota, e estimamos que esse número pode dobrar.”

Além disso, de acordo com ele, a empresa tem a chance de vender os veículos para usuários após um tempo de uso (geralmente de um ano). Ele estima que a companhia terá crescimento de 5% nos próximos cinco anos.


Equatorial Energia

Para Breno Guerbatin, da Studio Investimentos, as ações da distribuidora de energia Equatorial estão entre as com bom potencial de valorização para os próximos anos. A companhia passa por um momento de melhora operacional e redução de custos que não tardará a ter impacto positivo sobre os resultados. “Estimamos um retorno de 13% ao ano para a companhia”, afirmou. Embora o setor elétrico passe por dificuldades, sendo a maior a iminência de um racionamento, por conta da escassez de chuvas, as perspectivas para a Equatorial são boas.

Embora a questão regulatória ainda represente um risco, com chances de mudanças nas regras do jogo por parte do governo, o gestor afirma que o cenário ficou mais tranquilo se comparado ao que aconteceu entre 2012 e 2013. Quanto à falta de chuvas, Guerbatin afirmou que, se houvesse um racionamento de 10% do consumo de energia, o impacto levaria a rentabilidade ao ano da companhia para 11%. “Vemos um impacto leve e o papel segue interessante.”


Gerdau

Guerbatin também aposta nas ações da Gerdau, mesmo após um primeiro trimestre difícil para a companhia. Contudo, para o fim deste ano e começo de 2015, a perspectiva é de que o mercado de siderurgia e metalurgia melhore, mesmo que o volume de grandes obras não aumente. “Esperamos uma recuperação da demanda nos Estados Unidos, o que deve beneficiar a companhia”, afirmou. Além disso, a companhia foi beneficiada pelo momento em que o câmbio esteve mais desvalorizado, com o dólar na casa dos R$ 2,30. “Esses resultados não se refletiram no primeiro trimestre, mas vão aparecer mais à frente.”


Vale

As ações da Vale têm passado por um momento de desvalorização em função das preocupações do mercado com a situação na China. Ainda assim, o papel é visto pela gestora Oceana Investimentos como uma opção promissora, segundo o gestor Leonardo Messer. “A margem de segurança que identificamos para investir nas ações da Vale no preço atual é bem interessante”, observou. O especialista afirmou que espera um bom retorno dos papéis mesmo com o patamar de preço do minério de ferro ainda pressionado.

Segundo Messer, os investidores, na média, têm dificuldades em investir na Vale enxergando uma boa margem de segurança por causa dos problemas na economia chinesa. “Isso não é totalmente verdade”, afirmou. “Entendemos que a gestão da companhia está alinhada aos interesses dos acionistas, mais do que a administração anterior, focada em melhorar a rentabilidade dos projetos, na redução de custos, alocação eficiente de capital, que fizeram a empresa dar um salto importante de gestão.”


Itaú Unibanco

Messer também destaca outra ação de grande visibilidade no mercado entre suas preferidas: Itaú Unibanco. “Gostamos do papel, mesmo sem sermos entusiastas do mercado de crédito”, declarou. “Não vemos o Itaú como um negócio unicamente de crédito, e sim, como um conglomerado financeiro, com seguros, crédito, ganhos com tarifas, gestão de recursos, dentre outros.” Segundo ele, investir diretamente nos papéis do banco ou nas ações da Itausa, holding que controla o Itaú, são boas opções para os investidores. Ele destacou o momento positivo pelo qual a instituição passa, com fortes resultados, melhora da qualidade dos ativos, crescimento importante da carteira de crédito e queda contínua nos índices de inadimplência.


Klabin

Para Thomas de Mello e Souza, da Gávea Investimentos, as ações da Klabin podem representar “uma história interessante para os próximos três ou quatro anos”, afirmou. A empresa, maior produtora de embalagens da América Latina, passa por um estágio de mudança crucial, de acordo com o gestor. “Implantaram um estilo novo de gestão, houve a entrada do novo presidente, com um mandato que trouxe previsibilidade para o plano de negócios da companhia, com corte de custos e melhora de margens”, declarou.

Na opinião de Souza, a Klabin tem mostrado melhora também em sua governança, sendo mais transparente e fácil de ser compreendida pelos investidores. Além disso, o especialista destacou a entrada da Klabin na área de produção de celulose, aumentando a diversificação de suas fontes de receita. “Essa expansão da área de atuação da Klabin não nos preocupa, porque isso vai permitir que a companhia produza mais embalagens nos próximos anos.” Na visão do gestor, os recibos de ações da Klabin negociam hoje a um preço 30% menor do que o que realmente valem, representando um bom potencial de retorno para o investidor. As units da Klabin hoje negociam a R$ 11,3. “É um papel que, por volta de 2017, deve chegar a R$ 20, vai dar muita alegria ao investidor”, afirmou.


Technos

A fabricante de relógios Technos também está na lista de boas oportunidades enxergadas pelo gestor da Gávea para os próximos dois a três anos. Segundo ele, a empresa é um “exemplo de posicionamento em um mercado difícil”. O gestor explicou que, nos últimos anos, a companhia cortou custos de maneira agressiva, reduzindo seu estoque e integrando sua força de venda à das empresas adquiridas recentemente. Para ele, o cenário de expansão da empresa no varejo é favorável, com direito até a diversificação dos negócios. “A companhia é líder de mercado, não enfrenta muita competição e deve se beneficiar dessa posição.”

Para Souza, as ações da Technos devem chegar a R$ 22 nos próximos dois a três anos, com expectativa de bom pagamento de dividendos. Hoje, os papéis da Technos são negociados a R$ 11,5.


Guararapes

Para Adriano Seabra, gestor da Opus Gestora de Recursos, a Guararapes, empresa que controla a varejista Riachuelo, tem uma das ações mais atrativas do mercado. Com uma receita de R$ 4 bilhões e lucro de R$ 400 mil em 2013, a companhia conta com mais de 200 lojas e promete abrir 40 novos pontos por ano, segundo o gestor. Ele afirma que a companhia já foi criticada pelo mercado por ser uma empresa integrada, sendo dona não apenas da confecção, mas também da tecelagem. “Não achamos que isso é um problema, porque ajuda a Guararapes a controlar toda a cadeia”, observou. “Gostamos dessa estratégia.”


Ser Educacional

Seabra também destaca a Ser Educacional como papel com potencial de crescimento de valor. A empresa é dona de faculdades principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país e conta, atualmente, com uma base de 85 mil alunos. O crescimento no Nordeste, na visão do gestor, “é praticamente garantido, dada a baixa penetração do ensino superior na região”. Além disso, apesar da renda média da população no Nordeste ser menor, os alunos de instituições da Ser têm obtido acesso ao financiamento estudantil.

Nas projeções da Opus, a base de alunos da Ser Educacional deve crescer em torno de 30% nos próximos anos, “sem muita necessidade de esforço por parte deles”. Em quatro anos, segundo o gestor, a empresa deve dobrar sua capacidade de oferta de cursos. O gestor estima um preço justo para os papéis de R$ 30. O preço atual das ações é de R$ 22,3.


Cosan

A Cosan chama a atenção do gestor da STK Capital Antenor Fernandes por ter passado por “uma transformação impressionante nos últimos anos”. Em 2008, a empresa tinha receita de aproximadamente R$ 600 mil, chegando a R$ 36 bilhões no ano passado. “A empresa passou de um negócio cíclico e imprevisível para um modelo diversificado e com bastante previsibilidade”, ressaltou.

A companhia tem participações relevantes nos mercados em que atua e o negócio de cana, mais dependente de ciclos, hoje representa apenas 20% do lucro operacional da Cosan.
Fernandes destaca que a companhia tem um caminho promissor no mercado de distribuição de combustíveis, e também no ramo de lojas de conveniência em postos de gasolina. “Eles têm um plano forte de melhora de eficiência.” Recentemente a companhia anunciou a fusão de sua controlada Rumo, da área de logística, com a ALL, abrindo um potencial “espantoso de crescimento”.

Ele ressaltou ainda que a companhia tem uma equipe de gestão “diferenciada, capaz de gerar valor para os acionistas”. O preço justo estimado pelo gestor pra as ações da Cosan é de R$ 57 para 2016. Atualmente o papel é negociado a R$ 36,9.


Kroton

Segunda empresa do setor de educação na lista, a Kroton é outra das empresas cujas ações foram bem avaliadas pelo gestor da STK. Líder do setor, a empresa teve “uma transformação incrível nos últimos anos, com seis boas aquisições”, disse Fernandes. Após essas seis operações bem-sucedidas, a companhia anunciou sua fusão com a Anhanguera, criando a maior companhia de educação do mundo, com cerca de 1 milhão de alunos.

Na visão de Fernandes, a empresa tem “um time de gestão extraordinário, fora da curva”, capaz de criar ainda mais valor para a companhia. “Projetamos um crescimento anual de 26% no lucro líquido e de 15% na receita da companhia”, afirmou. Antes do anúncio da operação com a Anhanguera, o preço justo estimado pela STK para os papéis da Kroton era de R$ 78, passando a R$ 80 depois do anúncio. O preço atual das ações é de R$ 56,30.


Tupy

Depois de passar por dois momentos de reestruturação, tendo chegado perto de quebrar, a empresa de fundição de blocos e cabeçotes para motores Tupy encontrou um caminho de forte crescimento. A companhia está entre as preferidas do gestor Guilherme Vicente, da Mauá Sekular. Em meio aos processos de reestruturação, a empresa cortou a fabricação de produtos que não davam margem de lucro, mantendo o foco na produção de blocos e cabeçotes para motores. “O processo produtivo deles levou a companhia a ter uma capacidade de fundir peças de geometria complexa com mais facilidade que outras empresas”, lembrou Vicente.

Além disso, a maior disciplina financeira levou a Tupy ao posto de maior companhia de blocos e cabeçotes do mundo. A empresa fez aquisições e emissões de ações para reduzir seu nível de endividamento. “Hoje, ela está bem posicionada em sua cadeia de valor, tem boa diversificação na geração de receitas e também na linha de produtos”, disse. Embora não tenha indicado um patamar de preço para os papéis, Vicente afirmou que a empresa tem crescido a uma taxa de 17% ao ano, “com contratos bons o bastante para repassar a inflação em seus preços, tornando essa taxa de crescimento real”.


SulAmérica

Para o gestor Pedro Diniz, da Impacto Investimentos, as ações da SulAmérica são uma boa maneira de o investidor “surfar o cenário de juros altos, colhendo os benefícios na bolsa”. De acordo com ele, a empresa de seguros e planos de saúde tem boa parte do seu lucro com receitas financeiras atreladas a juros. O especialista afirmou que não enxerga uma mudança grande no patamar da taxa de juros para o ano que vem, portanto, o investidor teria nos papéis da SulAmérica uma boa proteção nesse ambiente.
Outra característica que torna o investimento nos papéis da SulAmérica uma boa ideia é o fato de que a empresa é independente, ou seja, não está ligada a instituições financeiras. “Não ser independente restringiria o potencial de crescimento da companhia”, observou. Além disso, a empresa realizou mudanças societárias recentemente, abrindo caminho para que, de agora em diante, ela mantenha seu foco apenas em estratégias operacionais para crescer no mercado. O gestor não citou qual seria o patamar de preço justo para as ações.


Grazziotin

As ações da varejista Grazziotin, que possui lojas apenas na Região Sul do país, também entram na lista de melhores escolhas do gestor da Impacto. Para Diniz, a empresa tem boa vantagem competitiva, “nunca deu prejuízo desde o início de suas atividades e tem margens impressionantes”. Ele elogiou também o estilo de gestão da companhia, e o profundo conhecimento que seus administradores têm do mercado – bastante específico - em que a Grazziotin atua. Os papéis, que hoje negociam a R$ 18, estão abaixo de seu valor justo, na opinião do gestor, e devem chegar a R$ 27 nos próximos anos.

Fonte: Yahoo