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sexta-feira, junho 13, 2014

Como comprar e vender bitcoins no Brasil


Manual dos Bitcoins: Aprenda como investir ou utilizá-lo

Por Wikerson Landim - 19 fev 2014 - 19h 00


Nunca o termo “Bitcoin” esteve tão popular como na atualidade. A criptomoeda que surgiu em 2008 alcançou no final de 2013 os seus índices mais altos de valor, chegando a valer mais de R$ 2.000 para cada bitcoin investido.

Mas como isso funciona exatamente e, principalmente, de que maneira pessoas comuns, como eu e você, podem comprar, vender, investir e utilizar esse dinheiro virtual? É o que vamos explicar neste artigo. Se você ainda não sabe exatamente o que são as bitcoins, recomendamos a leitura do artigo Bitcoin: o dólar da internet.

Entretanto, antes de efetuar qualquer transação envolvendo o seu dinheiro, lembre-se que o bitcoin ainda não é uma moeda regulamentada. Por conta disso, caso aconteça alguns imprevisto e os seus bitcoins sejam roubados, você não terá a quem recorrer, uma vez que nem o Código de Defesa do Consumidor e nem Código Civil dão algum respaldo para essas transações.


O primeiro passo: entendendo os riscos


Vamos reforçar novamente: esse é um artigo explicativo demonstrando como comprar e vender bitcoins no Brasil e não se trata de um guia de investimentos. Para a elaboração deste artigo, usamos quantias mínimas para as transações financeiras e não recomendamos que você invista o dinheiro das suas contas ou dos seus bens antes de consultar um especialista em negócios. Tenha certeza do que está fazendo e não aja por impulso.


Entendi. Estou pronto para começar


Assim como a Bolsa de Valores, todas as transações feitas envolvendo bitcoins são centralizadas em empresas financeiras autorizadas a operar com a moeda. Existem diversas companhias operando com bitcoins no país, mas a mais conhecida entre elas é a Mercado Bitcoin  – companhia que utilizaremos como exemplo neste artigo.

No início do mês, a empresa esteve na Campus Party Brasil 2014 mostrando o primeiro caixa eletrônico de bitcoins da América Latina.


Efetuando o cadastro


O primeiro passo que você deve fazer é acessar o site do Mercado Bitcoin e efetuar um cadastro. No canto superior direito, selecione a opção “Novo usuário” e preencha os seguintes dados: usuário, e-mail e senha. Concorde com os termos de serviço e aguarde um link de confirmação que será enviado para o endereço que você informou.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Já tenho o cadastro. É hora de conhecer as ferramentas


Para negociar bitcoins é preciso que você tenha crédito na conta do Mercado Bitcoin. Você pode adicionar esses créditos de duas formas: por meio de transferência online e a partir de um depósito bancário nominal. No momento, o sistema é compatível apenas com os bancos Itaú, Santander e Caixa Econômica Federal.

No primeiro caso, além de cadastrar a sua conta corrente no serviço, é preciso se tornar um usuário VIP. Para isso que isso ocorra, é necessário enviar uma cópia de seu RG e CPF para o site (ou a cópia da sua CNH), em um processo que é informado durante o procedimento de compra. Após a verificação dos dados, você está apto a comprar e vender bitcoins.


Comprando créditos para negociação


Agora que a sua documentação está em dia, é hora de inserir os créditos em sua conta. Clicando na aba “depósito”, você tem acesso a um formulário em que deve preencher os dados para a transferência de valores. Em nosso exemplo, faremos uma experiência com R$ 100.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Selecione o “banco onde fará o depósito”, o “tipo de depósito” e preencha o campo com o valor em reais. Sobre cada transação incide uma comissão de 1,99% mais o valor fixo de R$ 2,90. Nesse caso, sobre os R$ 100, serão descontados R$ 1,99 mais R$ 2,90, totalizando R$ 4,89. Portanto, será creditado em sua conta no Mercado Bitcoin o valor de R$ 95,11.

No caso de transações feitas online, o crédito é liberado em poucas horas. Já no caso de depósitos, após ir ao banco e depositar o valor na conta-corrente indicada pelo site, é preciso enviar o comprovante (foto ou versão digital) para o Mercado Bitcoin. A liberação do crédito pode levar até 24 horas úteis após a compensação bancária.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Comprando bitcoins


No momento do fechamento deste artigo, uma unidade de bitcoin estava sendo vendida a R$ 1.568. O que talvez você não saiba é que é possível comprar frações dessas moedas virtuais. Em nosso exemplo, temos em caixa R$ 95,11. Com esse valor é possível comprar 0,06023229 bitcoins.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

Tudo o que você precisa fazer é clicar na aba “Compra rápida BTC”, inserir o valor em reais que deseja adquirir e clicar em “Comprar”. Seu pedido será listado no campo “Ordens” e deverá ser ativado em questão de minutos. Agora seus reais se transformaram em bitcoins.


Vendendo bitcoins


Assim como na Bolsa de Valores, sua missão agora é acompanhar o preço de referência das bitcoins e litecoins e vendê-las no momento em que você possa ter algum lucro. Aqui, você precisa ficar ciente de uma coisa: quando você ordenar a venda de suas bitcoins, sobre o valor total incidirá uma comissão de 0,7%. Seus R$ 95,11, na verdade, valem R$ 94,44.

(Fonte da imagem: Reprodução/Mercado Bitcoin)

No início nós investimos R$ 100 e no momento estamos com R$ 94,44. Para que a brincadeira valha a pena, o ideal é esperar um momento de alta da moeda para que você possa vender seus bitcoins e convertê-los em reais. Você pode acompanhar as cotações diárias pelo próprio site. Há variações no preço ao longo de todo o dia.

Quando você decidir que é hora de vender, basta clicar em “Ordens” e preencher o campo “Volume BTC”. Você não precisa vender tudo o que tem de uma vez, mas tenha em mente que sobre cada transação será descontado 0,7% a título de comissão.

Em nosso exemplo, descontando-se todas as comissões e visando um pequeno lucro, o ideal seria vender as bitcoins somente quando o valor unitário ultrapassasse os R$ 1.700. Porém, o melhor momento para a venda é uma decisão exclusivamente sua.

Evolução dos bitcoins ao longo dos anos. (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

Depois da venda, o valor em reais é creditado novamente em sua conta no Mercado Bitcoin e pode ser utilizado para uma nova compra de moedas virtuais ou sacado – nesse caso, transferido para a sua conta bancária.


Aprendizado financeiro


Por ser um sistema mais simples do que o da Bolsa de Valores, conhecer o funcionamento do mercado de bitcoins pode ser um bom aprendizado para quem deseja entrar em transações financeiras maiores no futuro. Porém, é preciso estar ciente de que operações como essas sempre envolvem riscos, por isso é necessário ter muita cautela.

Na dúvida, recomendamos que você procure especialistas em finanças antes de aplicar o seu dinheiro em moedas virtuais. O mais importante nesse caso é ter em mente que muito provavelmente você não vai ficar rico “do dia para a noite”. Entretanto, para os mais experientes, essa pode se tornar uma boa alternativa de investimento a médio e longo prazo.

Fontes: 
Mercado Bitcoin
Tecmundo


Bitcoin: o dólar da internet


Seu dinheiro virtual

Por Beatriz Smaal  - 22 jun 2011 - 10h 55


Antes gostaria de falar sobre um adolescente de 15 anos que criou uma empresa após ganhar US$ 100 mil com bitcoin.

Em 2012, o americano Erik Finman recebeu US$ 1.000 de sua avó. Diferente da maioria dos adolescentes de 14 anos, Finman investiu o dinheiro em bitcoin, moeda digital mal conhecida para a época. Um ano e meio depois, ele trocou seus bitcoins por dólares e recebeu US$ 100.000. O dinheiro foi usado para lançar sua startup Botangle.com, um serviço on-line de educação que une tutores e estudantes. Caso se interesse, leia mais em Yahoo Finanças.

A facilidade das compras online atrai cada vez mais clientes interessados em passar boa parte do tempo na frente do computador, recebendo os produtos na porta de casa. Não é à toa que sites como o PayPal conquistam cada vez mais usuários, que usufruem dos serviços para assegurar a facilidade do processo.

Porém, as compras digitais parecem estar prestes a receberem uma nova guinada, dessa vez em relação ao dinheiro gasto nas compras. Você já ouviu falar em “dinheiro digital”, não exatamente aquele que sai do cartão de crédito diretamente para a loja online, mas sim uma moeda web?


Bitcoin


Explicando em termos simples, a Bitcoin (BTC) é uma moeda digital criada por computadores e usada em transações na web. Porém, diferente do que acontece com o seu dinheiro, as moedas criadas não usam bancos, mas sim são passadas de mão em mão sem a ajuda de intermediários.

Logotipo do Bitcoin (Fonte da imagem: WikiCommons/Domínio Público)

Para isso, o sistema se utiliza de um programa de código aberto, que mostra todas as transações realizadas, porém, sem gerenciar o dinheiro (como acontece quando o Banco Central está envolvido). Da mesma forma, o sistema também não é capaz de controlar o câmbio, comprando-as quando estiverem desvalorizadas para conter qualquer tipo de crise.

Criando sua Bitcoin


Criada em 2009 por Satoshi Nakamoto – logo após a crise mundial que afetou boa parte das nações – a Bitcoin é criada usando o seu próprio computador, por meio de uma rede P2P (peer-to-peer). Basta instalar o programa das moedinhas no computador (seja ele Windows, Mac ou Linux) para iniciar o processo.

Uma vez funcionando, o sistema vai criar novas moedas usando o processamento do seu computador para isso. Pense que você está sendo “pago” pelo serviço realizado pelo computador, já que ele funciona para toda a comunidade adepta das Bitcoins.

Filme: English



Filme: Português (dublado)



Porém, a “mineração virtual” não será rentável para sempre, já que é preciso controlar as moedas de alguma forma. Por isso, quanto mais pessoas entrarem na criação das BTC, menos dinheiro o processo de criação de moedas vai render.

A rede conta com um banco de dados que se expande a intervalos de tempo determinados, usando cálculos matemáticos. O computador vai “resolver” os problemas numéricos, criando novas moedas e gerenciando as transações financeiras. Apesar de ser uma transação anônima, os usuários podem ver todo o “caminho” realizado por uma BTC, garantindo que ela não seja gasta duas vezes.


A carteira virtual


Quando você entra na comunidade monetária, seus ganhos serão armazenados em uma “carteira” virtual. Ela nada mais é do que um número arbitrário de chaves que vai “identificar” você quando realizar qualquer transação com bitcoins.

Imagem do programa Bitcoin (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

Apesar de não mostrar seus dados para outros usuários, você pode ter ainda mais privacidade criando diversas carteiras de identificação. Afinal, todas as trocas aparecem no Block Explorer, local que controla as transações.

As carteiras (também chamadas de chaves públicas) podem ser visualizadas por qualquer pessoa. Quando você quiser transferir uma quantia para outro usuário, basta ceder a propriedade das suas moedas, colocando-as na “carteira” daquela loja ou do local em que você quer adquirir produtos.

A seguir, a transação será comunicada por meio da rede P2P, que vai processar essa informação e validar tanto as assinaturas criptográficas quanto a quantia compartilhada entre os participantes. As transferências podem demorar um pouco para acontecer, já que os dados precisam passar pela corrente em blocos antes de se tornarem oficiais.

A rede Bitcoin (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

Isso previne que haja falsificação e gastos duplos por parte de cidadãos mal-intencionados, garantindo a segurança do sistema. Ao final do processo, o dinheiro sairá da sua chave pública e será passada para outra chave, garantindo a privacidade dos usuários.


Qual é o limite?


Porém se você pensa que só é preciso deixar o computador ligado para se tornar um “bit-milionário”, as coisas não funcionam bem assim. O sistema limita a criação de moedas a cada etapa em um máximo de 50, que são distribuídas de acordo com o processamento de cada participante.

Todavia, os criadores também estipularam um valor máximo de 21 milhões de bitcoins geradas no mundo, o que reduz as chances de um espiral inflacionário, como aconteceu na última crise mundial.

Progressão das bitcoins (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

O sistema reajusta o nível de dificuldade de criptografia de acordo com o processamento coletivo da rede, portanto, quanto mais perto chegar desse número, mais difícil será conseguir BTC na mineração virtual.

Em longo prazo, o que se espera é que a criação de bitcoins chegue à metade do total em 2013 e cerca de três quartos em 2017. A ideia é que, quando esse total for atingido, o incentivo para o uso das BTC esteja nas taxas de transação, em vez da mineração em si.


Onde gastar?


Apesar de se tratar de um sistema relativamente novo, as bitcoins são aceitas em diversos mercados. De acordo com o os desenvolvedores, você pode comprar jogos, softwares, servidores, livros, música, roupas, doações e muito mais.

(Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin)

A página Wiki do projeto traz uma lista com todos os estabelecimentos  comerciais que aceitam bitcoins como pagamento por bens de consumo e serviços da web. Como não poderia deixar de ser, as bitcoins também podem ser comercializadas entre pessoas, como forma de investimento.


Vantagens


Com a descentralização das transações de bancos e governos, a bitcoin promete algumas vantagens interessantes para quem procura fazer valer seu dinheiro. Antes de tudo, a transferência de dados diretamente entre usuários diminui os impostos a serem pagos, já que não há intermediários responsáveis pelas taxas no meio do “caminho”.

Por se tratar de uma moeda considerada “global”, a BTC aumenta as possibilidades de que qualquer lugar do mundo faça parte do mundo globalizado. Sem as fronteiras geográficas, aprovações de crédito ou congelamento de contas, as bitcoins ficam livres de restrições comumente associadas ao dinheiro, portanto, podem ser gastas em qualquer lugar.

Câmbio atual das bitcoins (Fonte da imagem: Reprodução/Bitcoin Charts)

Desvantagens


Claro que toda ideia diferente da web possui seu lado positivo, porém é preciso ver também o lado negativo das bitcoins. Uma das desvantagens está ligada exatamente à segurança, algo tão importante para um bom funcionamento do processo.

Em caso de roubos, por exemplo, não existe uma forma de rastrear as moedas perdidas ou “estornar” qualquer transação realizada. Mesmo que o Block Explorer mostre, de fato, todas as transações ocorridas, a privacidade das carteiras criptografadas também é vantagem para quem quer roubar sem ser identificado.

Venda das bitcoins após conta roubada (Fonte da imagem: Mt. Gox)

No início do mês foram relatados roubos de bitcoins na rede, usando um vírus de computador. Um usuário, que se identifica pelo nome “allinvain”, teve sua carteira roubada, perdendo cerca de 25 mil moedas (o equivalente a 800 mil reais). No mesmo dia, outro usuário veterano também relatou roubos, porém na Mt. Gox (entidade que realiza câmbio de bitcoins por dólares).

No dia 20/06/2011, uma conta roubada realizou uma manobra que movimentou negativamente o mundo das BTC. O cidadão vendeu todas as moedas da carteira roubada para a Mt. Gox, para depois comprá-las novamente e, em sequência, retirar as moedas. Porém, isso impactou negativamente na economia das bitcoins, culminando em uma venda em massa da moeda.

Para se ter uma ideia de toda a confusão, o valor de compra das BTC na Mt. Gox caiu de US$ 17,50 para apenas um centavo de dólar. Apesar de a perda ser de apenas 1.000 BTC (limite máximo por dia), a casa de câmbio afirma que vai reverter todas as transações realizadas após a grande venda da carteira roubada, assegurando que o erro não tenha um impacto profundo na economia das bitcoins.





A flutuação constante do valor das bitcoins, aliada à falta de segurança na troca das moedas por “dinheiro real”, transforma a economia em algo que desperta a desconfiança de muitos. Para alguns, as bitcoins representam uma bolha prestes a explodir, devido a sua irregularidade, à falta de uma centralização de “poder” e ao anonimato dos usuários.

É exatamente esse anonimato que trouxe outra polêmica para as bitcoins, já que as moedas estavam sendo usadas para compras ilegais de drogas e outros produtos ilícitos. Pode não ser esse o objetivo das bitcoins, porém é mais um ponto negativo a se considerar.

O futuro das bitcoins

Por se tratar de uma economia nova e pouco explorada, ainda não se sabe qual será o futuro das bitcoins. Enquanto alguns a colocam como um navio prestes a afundar, outros acreditam que ela pode revolucionar a economia da mesma forma que o Torrent influenciou a indústria musical.

Entretanto, o que se pode afirmar é que a BTC ainda precisa se firmar como uma moeda “forte” e estável, que não sofre ataques de vírus ou especulações de qualquer ordem. Ou que, pelo menos, consegue “escapar” desse tipo de atividade ainda mais valorizada, despertando o interesse por partes dos usuários.

Fonte: Tecmundo

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