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quarta-feira, julho 16, 2014

Robô vira noiva na passarela


Cientistas japoneses criaram um robô que pode participar de desfiles de moda.

Atualizado em  24 de julho, 2009 - 11:03 (Brasília) 14:03 GMT



O robô foi identificado como HRP4C, mas ganhou o nome de Mimu na passarela.

Em um desfile em Osaka, Mimu usou um vestido de noiva. O líder da equipe que criou o robô também participou, como pai da noiva.

O corpo de Mimu foi feito com motores que permitem que ela faça poses, e o seu rosto é o mais próximo possível do rosto humano.

O vídeo só poderá ser visto no próprio site da BBC, abaixo:

Fonte: BBC



sexta-feira, junho 13, 2014

Futuro Possível


Notícia que todos gostaríamos de ver

Marcela Buscato - 03/06/2014 07h01 - Atualizado em 03/06/2014 09h31

O Brasil em 2030: O rio embeleza a cidade

A limpeza do Tietê e a criação de parques a suas margens criaram em São Paulo um cenário parisiense.

(Ilustração: Luís Dourado)

ARTÉRIA VIVA

A criação de parques ao longo dos rios melhorou o transporte e as condições de moradia na cidade

Para nós, em 2030, a cidade ideal tem poucos carros. Há muitos ônibus nas ruas, assim como trens e metrôs. As áreas verdes são extensas e unem diferentes regiões da cidade. É possível morar e trabalhar a poucos quarteirões de distância. Nada parecido ao cenário de 16 anos atrás, quando nossas metrópoles cortejavam o colapso. A inauguração, na semana passada, do último trecho de revitalização do parque urbano da Marginal Tietê, em São Paulo, é um exemplo da mudança radical por que passaram as cidades brasileiras nos últimos anos.

O projeto de reformulação da Marginal Tietê foi baseado no que se fez em Seul, capital da Coreia do Sul, com o Rio Cheonggyecheon. O rio canalizado atravessava o centro da cidade e servia apenas aos carros.Virou um parque. Na Marginal, as pistas por onde circulavam 350 mil veículos por dia deram lugar a áreas verdes. Seus 24 quilômetros de extensão viraram um grande parque. Há seções com bulevares que concentram lojas e serviços para o público. Noutras, há espaços culturais. A cidade mudou ao longo do novo parque. Ele virou uma espécie de praia, que reúne moradores de várias regiões da cidade.

A despoluição quase completa do Rio Tietê foi uma etapa importante do projeto. Ela só foi possível com a ampliação do sistema de captação e tratamento de esgoto. Atualmente, quase 90% dos resíduos são captados pelo sistema, e cerca de 80% são tratados. Diminuiu a concentração de poluentes e aumentou a oxigenação do rio. Não é o suficiente para nadar, mas o bastante para eliminar o cheiro ruim, marca do Tietê por décadas. Navegar pelo rio também é possível. Ele virou uma via importante de transporte para a cidade. Embarcações parecidas com as que levavam passageiros no Rio Sena, em Paris, hoje transportam os paulistanos. Foi uma medida importante para aliviar o tráfego nas imediações e ajudar no deslocamento dos novos moradores, que se instalaram ao longo da Marginal renovada.


As melhorias no sistema de transporte foram decisivas para que o projeto do parque se tornasse realidade. Deslocamentos para regiões mais distantes podem ser feitos pelas linhas de trem, que margeiam o parque, interligadas às estações de metrô. Das 11 faixas de rolagem para veículos, foram preservadas só três. Elas servem principalmente para o tráfego de ônibus. Um amplo sistema de anéis viários, construído no entorno da cidade, interligou as principais rodovias da região e acabou com o tráfego de veículos apenas de passagem. A Marginal ainda não parece um bulevar parisiense, mas já virou um centro de peregrinação e efervescência.

Fonte: Época


Como será o Brasil em 2030


Notícia que todos gostariamos de ver

Ivan Martins
23/05/2014 20h52 - Atualizado em 03/06/2014 10h15

Nossos repórteres contam como o Brasil de 2030 tornou-se o país dos nossos sonhos, livre da violência, criativo na cultura e enriquecido pelos novos negócios


Para celebrar seu 16º aniversário, ÉPOCA convida você a entrar na máquina do tempo. Ao completarmos 16 anos, enviamos nossos repórteres 16 anos no futuro, para 2030. De lá, eles relatam, com base nos melhores exemplos internacionais disponíveis em 2014, como será o Brasil às vésperas da 11ª eleição presidencial desde a redemocratização. Será o país dos nossos sonhos.

A educação básica no Brasil de 2030 se parecerá com a da Finlândia, país onde todos os professores de primeiro grau têm mestrado e recebem salários iniciais de R$ 10 mil. Na saúde, contamos como ficará o Sistema Unificado de Saúde, o SUS, depois de ser redesenhado nos moldes do National Health Service, o celebrado serviço de saúde pública do Reino Unido. Uma dica: em 2030, apenas 10% dos brasileiros ainda usarão planos de saúde privados. No futuro, andaremos tão seguros pelas ruas das metrópoles quanto cidadãos japoneses, que gozam os menores índices de criminalidade do planeta. O segredo: polícia comunitária, a mesma introduzida no Rio de Janeiro pela pacificação das favelas.

Além de contar como será o país do futuro – no futebol, na moda, na vida cultural –, tentamos explicar como chegamos lá. Não foi fácil. Entre o Brasil  real de 2014 e aquele em que sonhamos viver, existe um fosso estatístico que precisa ser transposto com imaginação e esperança. A vida nas grandes cidades, hoje caótica, poderia ser organizada por soluções de transporte e urbanismo já praticadas na China e na Coreia. A criação de negócios, amarrada pela burocracia, poderia florescer como em Israel. O meio ambiente, ameaçado por nossos hábitos de consumo e pelo mau uso da energia, ganharia com o exemplo de suecos e alemães, que cuidam bem da natureza. As melhores ideias não são mirabolantes. Apenas exigem esforço.

A vida no Brasil de 2030, naturalmente, será melhor também em seus aspectos públicos. A política, de padrão nórdico, envolverá mais cidadãos e menos dinheiro. A corrupção existirá – como sempre, em toda parte – mas será identificada e coibida. No Brasil que desejamos, não existe mais impunidade.

Fonte: Época