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terça-feira, novembro 15, 2011

Prêmio iG Startups - Participe

http://startupi.com.br/especiais/premio2011/

iG lança prêmio para reconhecer projetos digitais inovadores


Prêmio iG Startups é uma parceria com o blog Startupi para estimular projetos da web e de tecnologia; inscrições vão até janeiro

iG São Paulo  09/11/2011 15:11


O iG lança nesta quinta-feira do dia 17 de novembro, em parceria com o Blog Startupi, o Prêmio iG Startups 2011. A iniciativa tem como objetivo estimular a cultura empreendedora e apoiar projetos inovadores no Brasil.


"Inovar está no nosso DNA", afirma Pedro Ripper, presidente do iG. "Com o Prêmio iG Startups, o portal continua apostando na inovação, dando oportunidade aos empreendedores do mundo digital - os startups - de ampliar sua presença em todas as plataformas", acrescenta Ripper.

Com abrangência nacional, o Prêmio permitirá que novos talentos submetam seus produtos/serviços ou modelos de negócios a uma comissão avaliadora, responsável por selecionar dez finalistas. Após essa etapa, os selecionados serão convidados a apresentar seus projetos em um evento exclusivo para convidados. Os vencedores receberão vários benefícios oferecidos pelo portal.

Podem participar da premiação projetos com as seguintes características:

• Nas áreas de web e tecnologia

• Com foco em plataformas, sites, blogs e conteúdo digital (programas de TV conectada tipo web TV ou smart TV)

• Aplicativos, widgets e plugins (web-based, mobile, tablets, TV digital, desktop)

• Que envolvam ou não e-commerce e social commerce

• Que sejam, necessariamente, voltados ao usuário final, podendo ser distribuídos pelos canais do iG (web, celular e TVs conectadas)

É importante ressaltar que o Prêmio iG Startups deverá considerar apenas projetos já implementados e em funcionamento. Não serão avaliadas ou selecionadas apenas ideias de negócios.


Premiação


As inscrições já estão abertas e irão até o dia 9 de janeiro de 2012. O projeto vencedor receberá um convite para ser parceiro do iG, com direito a pacote de benefícios que inclui consultoria nas áreas de tecnologia, SEO, interface e usabilidade, plano de negócios e campanha de publicidade. O vencedor também terá direito a um pacote de divulgação e visibilidade no iG, além de assessoria de imprensa.

Os demais finalistas também serão premiados. Cada startup irá receber proposta de hospedagem gratuita do site no iG pelo prazo de 12 meses, pacote de publicidade no portal, descrição e link do projeto em matéria com todos os finalistas, além de troféu com identificação do concurso.

Para conhecer o regulamento completo do Prêmio iG Startups 2011 clique aqui

Fonte: Economia IG


sábado, novembro 05, 2011

Como conquistar o primeiro emprego em TI


Vida Digital - TI

14/10/2011 - 22:06


Sobram vagas na área, mas a exigência das empresas é grande. Para garantir um posto, é fundamental ter sede por conhecimento e atualização

Por James Della Valle

O Senac de São Paulo estima que existam atualmente 100.000 vagas abertas na área de tecnologia da informação (TI) em todo o Brasil. É uma má notícia para a economia do país, que carece de profissionais competentes. Mas é uma grande oportunidade para jovens oriundos de cursos universitários e técnicos que aspiram a uma oportunidade. Para de fato abocanhar uma daquelas 100.000 vagas, alertam analistas e profissionais em atuação na área, é preciso investir na formação e no aprendizado contínuo.

"O ingresso na carreira é sempre difícil, pois as empresas exigem muitos conhecimentos e até experiência anterior dos candidatos", diz Elias Roma Neto, coordenador do curso de TI do Senac. "Mas é importante compreender que esse processo funciona como um filtro para reduzir esforços na seleção: só assim as companhias atraem os profissionais desejados."

Em geral, as companhias – grandes ou pequenas – exigem conhecimentos que estão além do transmitido pelas instituições de ensino. Nesse caso, o coordenador do Senac orienta os candidatos a focar em uma determinada área de TI, dominando habilidades específicas e estudando até particularidades do negócio da empresa que está na mira.  "Sim, os candidatos precisam ver as exigências do possível empregador antes de fazer o teste de admissão", diz. "É o que fazem candidatos qualificados de qualquer área: estudam a empresa em que querem atuar." Nas situações em que experiência prévia é exigida, vale outra orientação. Demonstrar potencial na hora da entrevista pode substituir horas de voo.

Ao lado da alta exigência por parte das empresas, a insuficiência na formação acadêmica é apontada – por analistas e candidatos – como um dos obstáculos mais duros a ser vencidos. Entre as principais reclamações dos alunos, estão a falta de foco das instituições de ensino, acusadas de oferecer apenas conhecimento básico. Ficam de fora saberes exigidos pelo mercado e que fazem grande diferença no currículo de qualquer um que queira ir longe. É o caso das certificações que atestam a proficiência dos estudantes em áreas como linguagens de programação, bancos de dados, sistemas de segurança e criação de projetos – os preços desses cursos variam entre 900 e 9.000 reais. São cifras proibitivas para muitos profissionais em início de carreira.

Danilo Bordini, de 33 anos, 15 deles dedicados a TI, passou por esse problema. Desbravou caminhos e atualmente é gerente de produto para soluções de datacenter e virtualização da Microsoft. Assim que se formou, ele estabeleceu uma estratégia: realizou dois cursos que lhe garantiram duas certificações. Depois, passou a estudar por conta própria, o que tornou o processo menos oneroso: comprava os livros e só pagava pela realização do exame, sempre feita por empresas credenciadas. "Ser autodidata é uma capacidade importante nessa carreira", diz  Bordini. "Mas há uma recompensa: algumas empresas valorizam isso. Por isso, cresci no mercado". É fato: trabalhando há seis anos na gigante do software, já fez apresentações até para Steve Ballmer, atual CEO da Microsoft.

Curiosidade em altas doses e sede por atualização são indispensáveis no setor de tecnologia, que, como poucas áreas, muda em altíssima velocidade. Bordini aposta ainda que aspirantes a um lugar em TI devem acrescentar ao metiê técnico saberes provenientes de outras áreas. "Possuir conhecimentos de administração de empresas, comunicação e relacionamento pessoal são o alicerce de quem quer construir mais e mais alto", diz o executivo.


Confira a seguir como novatos e profissionais bem-sucedidos começaram na área



1 - O desbravador de caminhos


A carreira de Danilo Souza, de 21 anos, deslanchou porque ele teve coragem de investir em uma área que dificilmente atrai a atenção dos iniciantes: qualidade e teste de software, cujo foco é estudar o códigos de programas e descobrir o que pode ser feito para aprimorá-los. Foi assim que ele conquistou um posto no Grupo HDI, de São Paulo. Para conquistar seu espaço, Souza se dedicou intensamente a linguagens específicas, como C e suas variantes, além de desenvolver habilidades na área de lógica e construção de algoritmos. Contar unicamente com a universidade para aprender esses conhecimentos é algo totalmente fora de questão: é preciso colocar em ação sua porção autodidata. Agora, seu principal deseafio é descobrir os segredos das linguagens utilizadas na internet, como PHP e HTML 5. Dominando mais esses conhecimentos, aposta o programador, outras oportunidades surgirão no futuro. "Infelizmente, poucas pessoas entendem um característica essencial da área de tecnologia: é preciso atualizar-se com a mesma velocidade com que surgem as novidades do setor."


2 - De estagiário a gerente em 4 anos


Henrique Dergado, de 21 anos, é um daqueles jovens que transformou prazer em profissão. Aficionado por tecnologia, pediu, aos 16 anos, que os pais o matriculassem em um curso de informática. A vontade de aprender facilitaria a entrada no mercado de trabalho. Em apenas quatro anos, ele passou de estagiário na área de programação a gerente de projetos da Studiorama, em São Paulo. É um feito incomum na área. Atualmente, além de tocar projetos da companhia, ele supervisiona a criação de uma rede social corporativa, que será utilizada pelos colegas de trabalho. De quebra, presta consultoria a projetos externos. "O fato é que existem muita vagas no mercado nacional, mas pouca mão de obra qualificada. Minha ascensão comprova isso", diz. "Uma dica? Foco."


3 - O homem das grandes companhias


Marcelo Pivovar, de 32 anos, começou a carreira como muitos profissionais da área de tecnologia: um estágio patrocinado pela faculdade, onde aprendeu a analisar bancos de dados. A diferença é que ele agarrou a oportunidade como poucos. "Fiquei seis meses no estágio e logo fui selecionado pelo departamento de TI de uma grande empresa do setor alimentício", afirma. O passo seguinte foi especializar-se na área de bancos de dados – fundamental a qualquer companhia de grande porte. O valor de seu passe cresceu entre grandes empresas, como Perdigão, Bradesco e UOL, por onde passou. Simultaneamente, Pivovar investiu na educação contínua: obteve certificações no segmento de banco de dados, uma exigência para prestar serviços a grandes corporações. "Passei por cinco empresas de grande porte que atuavam em diferentes segmentos do mercado: essa experiência me trouxe muito conhecimento e me ensinou a lidar com realidades diferentes", diz.


4 - O gerente da Microsoft


Danilo Bordini, de 33 anos, ocupa um dos cargos mais almejados por profissionais de TI: ele é gerente de produtos para soluções de data center e virtualização na Microsoft, a gigante do software. Ele se iniciou na área aos 14 anos, com um curso de linguagem Basic. No ano seguinte, optou por fazer o ensino médio em escola técnica, que proporcionou sua primeira experiência profissional na área: o desenvolvimento de um sistema de gestão de documentos para o INSS. Com o serviço feito, conseguiu um estágio de supervisão no laboratório do próprio colégio. O aluno de destaque foi indicado professor: aos 18 anos, Bordini começou a dar aulas de processamento de dados. Ele poderia ter continuado na vida acadêmica, mas optou pelo mercado. O currículo exemplar lhe garantiu entrevistas em grandes empresas como a Votorantim, onde conseguiu seu primeiro emprego como analista de sistemas. Os passos seguintes foram a T-Systems e a IBM. Hoje, em sua confortável poltrona na Microsoft, busca jovens profissionais que, como ele, querem algo mais do que cumprir a jornada de trabalho e o salário no fim do mês. "Quando entrevisto candidatos, digo que não procuro o melhor profissional, pois às vezes ele ainda está em formação. Digo que procuro aqueles que tenham vontade de se tornar os melhores profissionais. É uma carreira que exige dedicação."


5 - O aficionado em filmes e redes


O interesse de Rafael Souza, de 19 anos, na área de segurança da informação começou cedo. Fascinado por filmes e desenhos animados sobre o mundo das redes de computadores, logo descobriu o que queria fazer. Aos 16 anos, ingressou em um curso técnico, que franqueou acesso ao primeiro estágio em redes. Sua tarefa nessa primeira etapa da carreira era basicamente montar e monitorar soluções para outras empresas. Um anos depois, assumiu o posto de administrador de redes, quando aprendeu a identificar falhas de segurança em sistemas. Com o foco bem definido, ele seguiu os estudos até conquistar uma espécie de lugar ao sol em TI: analista de redes e segurança da Symantec, uma das companhias de segurança mais importantes do planeta. Os anos seguintes foram dedicados ao aperfeiçoamento. "Cursos de tecnologia funcionam exatamente como o de medicina: você não pode, de jeito nenhum, parar no básico. Especializar-se é preciso. É o que fiz para conquistar meu espaço."

Fonte: Veja Abril